Polícia prende pai suspeito de abusar das filhas no PR

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A Polícia Civil do Paraná prendeu preventivamente um homem de 46 anos suspeito de cometer abuso sexual infantil no Paraná, envolvendo as próprias filhas, de 7 e 8 anos. A prisão ocorreu em Cascavel, no Oeste do estado, após investigação conduzida por uma unidade especializada em crimes contra crianças e adolescentes. O caso gerou forte repercussão e reacendeu o debate sobre a importância da denúncia e da proteção integral às vítimas.

Além disso, a ação rápida das autoridades buscou preservar a segurança das crianças e garantir a responsabilização do investigado. Portanto, o episódio reforça o papel essencial das instituições de proteção na defesa dos direitos de menores.


Investigação começou após denúncia formal

A apuração teve início a partir de uma denúncia registrada no dia 2 de fevereiro de 2026. Segundo a Polícia Civil, os fatos teriam ocorrido entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, período em que as crianças permaneceram sob os cuidados do pai. Durante esse intervalo, o suspeito teria praticado atos criminosos de forma reiterada.

De acordo com as informações repassadas pela polícia, um terceiro filho, de 10 anos, teria presenciado parte das situações, o que contribuiu para o avanço das investigações. Enquanto isso, a equipe responsável adotou protocolos de atendimento humanizado, a fim de evitar a revitimização das crianças.


Prisão preventiva e fundamentos legais

Com o avanço das diligências, a autoridade policial reuniu provas da materialidade e indícios suficientes de autoria. Com base nesse conjunto de elementos, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva do suspeito, atendendo à representação da delegada responsável pelo caso.

O homem responde pelo crime de estupro de vulnerável, tipificado no artigo 217-A do Código Penal, cuja pena pode chegar a 18 anos de reclusão. Segundo a decisão judicial, a prisão se mostrou necessária para garantir a ordem pública e assegurar a integridade das vítimas.

Além disso, a medida preventiva busca impedir qualquer tentativa de interferência no processo ou novo contato com as crianças. Portanto, a decisão judicial priorizou a proteção imediata dos menores.


Busca e apreensão reforçam apuração

Simultaneamente ao cumprimento do mandado de prisão, a Polícia Civil realizou uma operação de busca e apreensão na residência do investigado. Durante a ação, os agentes recolheram dispositivos eletrônicos que agora passarão por perícia técnica.

Esses materiais poderão auxiliar na elucidação completa dos fatos e no fortalecimento das provas já reunidas. Enquanto isso, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

O inquérito policial foi concluído e será remetido ao Ministério Público, que analisará o caso e adotará as providências cabíveis no âmbito judicial.


Atuação do NUCRIA e proteção às vítimas

A investigação foi conduzida pelo NUCRIA, núcleo especializado da Polícia Civil dedicado à apuração de crimes contra crianças e adolescentes. A unidade conta com profissionais capacitados para lidar com situações sensíveis, priorizando o acolhimento e a escuta protegida das vítimas.

Além disso, o NUCRIA atua de forma integrada com outros órgãos da rede de proteção, como o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Dessa maneira, o trabalho não se limita à investigação criminal, mas também busca assegurar acompanhamento e suporte às crianças afetadas.


Importância da denúncia e canais disponíveis

Casos de abuso sexual infantil no Paraná ainda representam um desafio significativo para as autoridades e para a sociedade. No entanto, a Polícia Civil destaca que a denúncia é fundamental para interromper ciclos de violência e proteger as vítimas.

Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais Disque 100, Disque 181, pelo Conselho Tutelar ou diretamente em uma delegacia da Polícia Civil. Além disso, qualquer suspeita deve ser comunicada, pois a informação pode ser decisiva para salvar crianças de situações de risco.

Por outro lado, especialistas ressaltam que a atenção de familiares, educadores e da comunidade é essencial para identificar sinais e buscar ajuda o quanto antes.


Conclusão

Por fim, a prisão do suspeito em Cascavel representa um passo importante no enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes. A atuação integrada da Polícia Civil e do Judiciário demonstra que denúncias são levadas a sério e podem resultar em ações concretas de proteção.

Para os moradores de Irati e da região Centro-Sul do Paraná, o caso serve como alerta e reforça a necessidade de vigilância, diálogo e denúncia. Garantir a segurança das crianças é uma responsabilidade coletiva e exige o engajamento de toda a sociedade.

Informações e imagem: NUCRIA/Cascavel
Matéria: Kiko de Oliveira

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